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Novembro Negro – Geny Guimarães

👩🏾‍🦱 Para marcar o mês da Consciência Negra, a ADUR traz o relato de professoras negras e professores negros da UFRRJ sobre suas trajetórias pessoais e profissionais. A primeira narrativa é da professora de geografia do Colégio Técnico da UFRRJ (CTUR), Geny Ferreira Guimarães, que fala sobre sua formação e atuação cotidiana em uma prática docente antirracista.

💬 Todas as aulas que eu preparo, todas as aulas que eu apresento aos estudantes, possuem, além do conteúdo que faz parte do plano de curso, são aulas que possuem elementos anti-racistas. E isso é cotidiano. Todos os dias eu trabalho a [Lei] 10.639, praticando o reconhecimento de ações afirmativas, de atividades afirmativas e, principalmente, enegrecimentos.

📖 Confira o relato da professora.

 

Meu nome é Geny Ferreira Guimarães, sou professora de geografia do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, sou professora pesquisadora, trabalho tanto na educação básica quanto na pós-graduação.

A minha trajetória é muito parecida com a trajetória de muitas outras mulheres negras que são atravessadas pelo racismo no seu cotidiano, na sua vida, em seus corpos, em suas almas, em suas famílias, em seus fazeres políticos, pedagógicos, acadêmicos e científicos. Enfim, somos atravessadas pelo racismo e não é de hoje.

Por isso não podemos fechar os olhos para uma luta antirracista, contra o racismo, e é isso que eu faço no meu cotidiano. Todas as aulas que eu dou, todas as aulas que eu preparo, todas as aulas que eu apresento aos estudantes, elas possuem, além do conteúdo, que eu preciso, obviamente, levar aos estudantes, que faz parte do plano de curso, mas também possuem elementos antirracistas. E isso é cotidiano. Então todos os dias eu trabalho a [Lei] 10.639*, praticando o reconhecimento de ações afirmativas, de atividades afirmativas e, principalmente, enegrecimentos.

A minha formação foi, eu sempre estudei em escolas públicas e sempre trabalhei em instituições públicas. A minha graduação foi em Geografia pela Universidade Federal Fluminense, tanto licenciatura quanto bacharelado. Meu mestrado foi em sociologia rural. Eu trabalhei ciências sociais, ou seja, o CPDA da própria Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e o meu doutorado foi em Geografia na Universidade Federal da Bahia, quando eu fecho esse ciclo acadêmico de instrução com uma tese que foi sobre patrimônios negros no Rio de Janeiro.

Fecho o ciclo de instrução mas jamais fecho o ciclo de aprendizado, porque nós docentes e nós que trabalhamos numa luta antirracista, a gente precisa todos o dias, não só trabalharmos na formação de outras pessoas, mas também na nossa própria formação. Então a minha formação é continuada e estou agora a caminho de um pós-doc, em breve. Mas não só isso, eu faço cursos, faço muitas leituras, escrevo muitos artigos. Então essa é um pouco da minha trajetória, ou seja, esgotamento total, muito cansada, mas a luta continua, e a gente segue em frente numa luta antirracista.

*A lei 10.639 é uma lei brasileira que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio.


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